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Casa de Arquiteto na Austrália

O acesso à casa do arquiteto Brian Zulaikha, em Sidney, não é nada fácil. Situada no topo de uma pequena colina na antiga região industrial de Balmain, a construção – que já funcionou como depósito de pólvora – só pode ser acessada através de uma escadaria estreita e sinuosa. Apesar das desvantagens, como a dificuldade de transportar os materiais durante a reforma, o proprietário insistiu em comprar o imóvel por conhecer o lugar desde criança e também pela proximidade a um parque público.

Antes de se mudarem em definitivo, Brian e sua esposa acamparam por dois anos no andar inferior, onde hoje fica a cozinha, para planejar com cuidado todas as intervenções arquitetônicas necessárias. A principal intenção do casal era que os espaços fossem abertos para a paisagem o máximo possível, por isso os dois bolaram diversas divisórias de correr de vidro que isolam ou integram os ambientes internos e externos, conforme a necessidade.

Depois de viver em residências com face para o Norte e passar alguns apertos pelo excesso de luz do sol, o arquiteto não se incomoda que seu atual lar seja voltado para o Sul. Mas, para não perder totalmente a luminosidade natural, o teto com vigas de madeira exibe recortes para clarabóias de vidro no living e no dormitório.

Nesse último cômodo está a ideia mais bacana de todo o projeto: um closet com várias partes móveis que funciona como um arquivo deslizante de escritório. Uma solução criativa para aproveitar bem a metragem disponível.

Imagens retiradas de matéria publicada na revista Dwell.

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Casa dos Ipês por Marcio Kogan

Concreto, pedra e madeira. Três materiais freqüentemente associados à rigidez são explorados com suavidade surpreendente por Marcio Kogan e sua equipe em um projeto que é pura poesia arquitetônica. Composta por blocos retangulares, a construção abusa de grandes aberturas nos dois andares, de modo que o pavimento superior parece flutuar sobre o piso térreo, trazendo ainda mais leveza ao conjunto.

* Clique nas imagens para vê-las em um tamanho maior. Vale a pena!

Não há hall de entrada ou quaisquer outras paredes desnecessárias. Quem chega à residência é recebido pelo jardim frontal que invade o living através de painéis pivotantes, revelando um ambiente amplo, sem barreiras visuais. Esse grande cômodo alia diversas funções e supre todas as necessidades da família, adequando-se à pluralidade da vida contemporânea.

Cercado por jardins e muros verdes, o espaço dá acesso à piscina e desafia a fronteira entre área externa e interna, ganhando uma atmosfera tropical e descontraída.

Móveis assinados e em cores fortes contracenam com luminárias recém-lançadas e deixam a casa ainda mais moderna e sofisticada. Nos dormitórios e área íntima, painéis de muxarabi que se abrem por completo garantem o controle de intensidade da luz natural.

Com esse projeto o escritório MK27 concorre ao prêmio internacional Inside Awards 2011 na categoria Residencial. Marcio também é candidato ao prêmio na categoria Escritórios pelo Studio SC, que já foi publicado AQUI.

Veja muitos outros trabalhos do arquiteto já publicados no REFERANS.

Restaurante Concrete Blonde

Sóbria, escura e masculina. Assim é a atmosfera do Concrete Blonde, um restaurante recém-inaugurado na agitada região de Kings Cross, em Sidney. Concreto aparente no teto, piso de madeira ebanizada e uma enorme lareira em tons terrosos são detalhes decorativos alinhados com a proposta do intenso cardápio, que conta com diversas carnes, aves e outros pratos pesados, tipicamente australianos. O projeto de interiores ficou a cargo do estúdio Dreamtime Australia Design.

Os dois grandes destaques do espaço que acomoda até 100 clientes são a cozinha industrial, revestida de aço inox e aberta para o salão principal, e a adega, instalada em uma caixa de vidro com pequenos nichos para as garrafas. Outras boas ideias completam o charme do lugar:

// Enorme painel pop art feito com mosaico de pastilhas

// Nichos redondos de aço para armazenar lenha

// Luminárias encostadas na parede reforçam clima intimista

// Mão de metal segura bandeja com garrafas iluminadas

Apê no Ibirapuera por Francisco Calio

Além do generoso pé-direito, valorizado pelas amplas janelas que trazem luminosidade, o grande diferencial do living desse apartamento no bairro do Ibirapuera, em São Paulo, é a parede com acabamento que simula concreto aparente. Foi o tom de cinza da tinta Suvinil que orientou o designer Francisco Calio na escolha do piso de madeira cumaru e na composição de cores e móveis do apê.

Com exceção das suítes, todos os cômodos, inclusive a varanda, são integrados por painéis de correr de madeira escura, substituindo as paredes. Próximo à mesa de jantar, com cadeiras Panton brancas e pendente Mirror Ball, de Tom Dixon, uma parede de tijolinhos reforça o visual de loft moderno do imóvel.

Apesar de adorar os ambientes do Calio, confesso que senti que falta um pouco de vida nesse apartamento, me parece sem identidade. Se houvessem mais objetos decorativos e de família, o resultado seria mais humano e acolhedor.

Confiram outros projetos mais inspiradores do designer aqui.

Sexta Inspirada! Escolas e Brinquedotecas

Depois de falar sobre a Casa Kids em nossa matéria especial sobre a Casa Cor São Paulo, fiquei empolgada e resolvi pesquisar mais sobre esses ambientes voltados somente aos pequeninos. Conheça creches contemporâneas, escolas cheias de cores e brinquedotecas que são como sonhos de criança, para inspirar um fim de semana divertido.

1. Contrariando aquela idéia de que os hotéis preferem a ausência dos pequenos, o David Citadel, um cinco estrelas em Jerusalém, convidou o arquiteto Sarit Shani Hay a criar uma brinquedoteca moderna para entretê-los, tornando a estadia mais prazerosa tanto para os pais quanto para os filhos. Com direito a mini cozinha, feira de mentirinha, moinho e pufes em formato de animais, o espaço mistura as cores azul, vermelho e branco e é sucesso unânime entre a criançada de todas as idades.

2. É fato que nem toda criança gosta de leitura. Para incentivá-las a apreciar um bom livro, foi criada na China a Kids Republic, uma biblioteca destinada especialmente às publicações infantis. As típicas estantes aparecem em uma linguagem totalmente inesperada, subindo e descendo pela loja como um verdadeiro caminho colorido, com nichos redondos, escorregadores e passagens secretas. Até a escada é iluminada e multicolorida. Os responsáveis pelos interiores são os arquitetos do estúdio SAKO.

3. Uma pequena arquibancada de teca de reflorestamento com iluminação indireta é o maior destaque da Brinquedoteca idealizada pela arquiteta Renata Dutra para a mostra Casa Cor Brasília 2009. Focada na sustentabilidade, a profissional buscou representar a integração da mata com a cidade através de adesivos de árvore e casas, que cobrem todas as paredes, e brinquedos relacionados ao tema, como vegetais de pelúcia.

4. Os alunos da escola pública Public School and Primary (CEIP), em Roldan, na Espanha, vão aprender a respeitar o verde desde cedo. A arquitetura do prédio é simples e simula uma imensa casa térrea, mas o interessante mesmo é o revestimento natural da fachada, feito com uma espécie de grama que traz vida a toda a estrutura e cobre até mesmo o telhado. O incrível projeto foi elaborado pelo Estudio Huma e almeja aproximar as crianças de um habitat mais saudável.

5. No projeto de uma creche com mais de 800m² na Espanha, a dupla de arquitetos do escritório LosdelDesierto decidiu usar cores alegres em todos os ambientes, buscando estimular a imaginação da meninada. Na fachada, vidros redondos de diversos tamanhos funcionam como filtros, colorindo a luz do sol que entra pelas aberturas. Nos corredores e salas de recreação, piso e paredes foram cobertos por um acabamento vinílico listrado, com cores que lembram pirulitos e que tornam o dia ainda mais gostoso.

6. E não é que o arquiteto Márcio Kogan consegue fazer até mesmo uma escola para bebês de 0 a 3 anos ter um visual imponente e original? A fachada discreta da creche Primetime revela seus famosos blocos horizontais de alvenaria, sendo que o maior deles é revestido de concreto aparente, e o menor foi pintado em um tom verde limão para chamar a atenção. Dentro das instalações, rampas substituem as escadas e materiais não agressivos, como os pisos macios, se mostram ideais para os menores.

Veja também: Sexta Inspirada! Kids

Achados da Semana

Stealth – pendente com interior colorido. Uma criação da marca Aarevalo

Weight Vases – vasos com estrutura de ferro e base de concreto. Idealizados por Decha Archjananun

Dom – pendente feito de alumínio e desenvolvido pelo estúdio Domo

Milking Stool – banco de madeira com parte superior em cores vibrantes. Um produto assinado pelos designers do UM Project

Lloop – pendentes do estúdio Ontwerpduo com acabamento fosco ou metalizado

Árvore – mesa lúdica criada por Amélia Tarozzo. À venda na Coisas da Doris

Morgana – pendente com interior colorido. Uma criação de Stefano Papi para a marca Slamp

Nichoir Lumineux – arandela em formato de casinha. Um produto da marca infantil Desaccord

High Line | Parque elevado em NY

A cena não era bonita. A ferrovia elevada High Line, erguida nos anos 30, foi desativada em 1980 e pairava como um fantasma sobre 22 quadras da região de Downtown,em Manhattan. Com o objetivo de revitalizar o local e os arredores, o governo uniu-se à associação de bairro Friends of the High Line e organizou em 2004 uma competição na qual arquitetos e engenheiros apresentavam soluções para restaurar a estrutura abandonada.

O projeto vencedor transforma o lugar em um jardim suspenso com 2,4 km de extensão, idealizado pelos urbanistas do escritório James Corner Field Operations, em parceria com os arquitetos do Diller Scofidio + Renfro e com o designer Piet Oudolf.

O parque está sendo executado em 3 etapas, a primeira foi inaugurada em 2009 e a segunda parte foi aberta ao público no dia 08 desse mês. Sobre os trilhos foram instaladas placas de concreto que contornam ilhas de vegetação abundante, árvores, bancos estratégicos e mirantes para os visitantes apreciarem a cidade por ângulos diferentes. Um dos resultados da iniciativa é a valorização dos imóveis próximos ao High Line e a expansão do comércio na área.

Um exemplo de projeto que poderia ser usado para transformar o elevado Costa e Silva, o “Minhocão”, em mais um ponto verde na cidade de São Paulo.

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