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A LOJA DESCOLADA DE ADRIANA BARRA

Na esquina da Alameda Franca com a Rua Haddock Lobo, nos Jardins, uma grande casa coberta por jardins verticais desperta a curiosidade de quem passa por ali. Ainda que a construção possa ser misteriosa para a maioria, os fashionistas de plantão já sabem: esse casarão surpreendente abriga a arrojada loja da estilista Adriana Barra, inaugurada em Setembro de 2009.

Com pouco mais de 350 m², o imóvel exibe uma arquitetura livre de excessos, onde as caixas de concreto e madeira criam um divertido jogo de contrastes com os painéis paisagísticos. Para promover a entrada de luz natural, fendas de vidro em posições estratégicas foram outra alternativa interessante usada no projeto arquitetônico.

Além dos blocos anexos à construção original, o antigo casarão teve partes de sua estrutura restauradas, a exemplo do piso em perobinha e das grandes janelas em pinho-de-riga, madeiras atualmente em extinção. A escada principal também foi preservada e ganhou um visual contemporâneo graças aos degraus coloridos que seguem cores da cartela Pantone.

Recriando um universo lúdico e criativo, a decoração da loja, idealizada por Adriana, tem um apelo quase cenográfico que permitiu a criação de detalhes atrevidos, como os provadores que lembram banheiros retrô e um ambiente totalmente revestido por pastilhas com estampa assinada pela própria Adriana. Encanamentos de cobre viram cabideiros inusitados e contracenam com bancos feitos de alvenaria e muitos móveis de designers e marcas renomadas, como a Moroso.

Em cada novo espaço que se entra, a loja com cara de casa vai revelando cantinhos divertidos e moderninhos, encantando os clientes e os introduzindo à atmosfera mágica das criações da fashion designer.

Fotos por Tuca Reinés via Flickr Adriana Barra

RESTAURANTE WYNWOOD EM MIAMI

Enquanto degustam deliciosos pratos e drinks, os clientes do restaurante Wynwood Kitchen & Bar, em Miami, podem se distrair com o melhor da arte urbana contemporânea. Da fachada ao salão, enormes murais coloridos cobrem todas as paredes, com trabalhos exclusivos de grandes nomes do grafite internacional, como Shepard Fairey, Kenny Scharf, Os Gêmeos, Nunca e Vhils. Há ainda uma descontraída área externa para refeições ao ar livre, tirando proveito do clima ensolarado.

Instalado em um antigo galpão de pé-direito alto, o restaurante tem ares de depósito industrial, mas ainda assim transmite uma sensação de aconchego. Para suavizar o visual rústico, os proprietários e o decorador James Samson elegeram materiais naturais como madeira e couro.

O WKB fica localizado no bairro também chamado Wynwood, uma região da cidade que estava abandonada e decadente, mas que nos últimos dez anos começou a se reerguer e atualmente é considerada um grande pólo de arte e cultura de Miami, reunindo inúmeros estúdios e galerias alternativas.

Fotos via The Joy Joy e The Wynwood Walls.

EDIFÍCIO BRASIL POR ROSENBAUM E GUTO REQUENA

Após ter vivido anos de ouro na história da cidade de São Paulo, hoje em dia o centro histórico perdeu muito de seu prestígio e em certas partes encontra-se totalmente degradado. Felizmente, nos últimos anos a situação aos poucos vem melhorando graças aos programas de revitalização da região e a imobiliárias que estão reconhecendo o potencial do bairro e lançando diversos empreendimentos comerciais e residenciais por lá.

O edifício Brasil, que já deu muito o que falar antes mesmo de ser construído, é um exemplo de iniciativa diferenciada que irá atender a um novo tipo de público. Com direção geral assinada por Marcelo Rosenbaum e co-autoria de Guto Requena, o projeto da fachada e dos interiores do imóvel explora os conceitos de brasilidade e identidade, além de valorizar elementos tipicamente paulistanos.

Dos estudos originais da construtora Wzarzur, pouca coisa sobrou, a exemplo da quadra de esportes que foi substituída por uma área com cinema e bangalôs ao ar livre, e do terraço coletivo proposto pelos designers para ocupar parte da cobertura, como um mirante. Inspirados pelas tonalidades vivas de verde e azul presentes na fauna e flora nacionais, Marcelo e Guto bolaram uma fachada colorida, com andares seguindo um divertido degradê.

Materiais tradicionais da arquitetura brasileira aparecem em releituras contemporâneas, como os ladrilhos São Paulo, o concreto aparente, os cobogós e os revestimentos fulgê. Para os designers, o prédio vai ajudar a renovar a imagem do centro e também incentivar novos empreendimentos do gênero.

Imagens via Marcelo Rosenbaum.

FIRMA CASA POR SUPERLIMÃO E IRMÃOS CAMPANA

A expectativa era grande. E como não seria? Quando dois dos estúdios mais criativos do país se unem a uma super renomada loja de design, o mínimo que se espera é que o resultado seja o máximo. Em um terreno de 950 m² em plena Alameda Gabriel Monteiro da Silva — a Oscar Freire da decoração –, a Firma Casa reabriu as portas de seu showroom no dia 25/10, revelando ao público uma nova proposta: ir além do comércio de móveis e se tornar também uma galeria de arte.

Para que esse posicionamento da marca não passasse em branco, a ideia era criar um espaço surpreendente e desafiador, algo como só os Irmãos Campana sabem fazer. Pra completar a receita de sucesso, foi só acrescentar à mistura os jovens designers do SuperLimão Studio, também conhecidos por seus projetos que fogem do lugar-comum. O paisagismo e a concepção artística foram concebidos pela dupla conhecida mundialmente enquanto a arquitetura e o interior são criação do jovem estúdio.

* Clique nas imagens para vê-las em um tamanho maior. Vale a pena!

O grande diferencial da construção de dois andares é a fachada, revestida de aço em estado bruto coberto por cerca de 3500 vasos de plantas, formando verdadeiras paredes verdes. Por sugestão de Fernando e Humberto Campana, cada um dos vasos de alumínio desenhados pelo Superlimao ganhou alguns exemplares de Espada-de-São-Jorge, espécie popularmente conhecida por trazer proteção e espantar o ‘mau-olhado’.

No interior da loja, a combinação de materiais e estruturas sem acabamento garantem uma atmosfera de ar industrial, do piso de concreto aos dutos de ar condicionado e instalações elétricas aparentes. Além da flexibilidade de poder ser usado de diversas maneiras, esse cenário ainda faz com que os móveis de design e as obras de arte ganhem ainda mais destaque.

Fotos por Maira Acayaba via Yatzer

Sexta Inspirada! Jardim Vertical

Não é de se estranhar que os jardins verticais tenham conquistado tantos adeptos. Já que as cidades ficam cada vez mais cinzas e a maioria das casas e apês não tem quintais ou varandas, a melhor solução é apelar pras paredes e cobri-las de verde. A crescente busca por estar mais próximo da natureza é uma tendência que, ao que tudo indica, ainda estará presente por muitos anos. Quem sabe num futuro próximo todo mundo não terá um jardim vertical?

Verde ao redor da piscina

Para aproveitar ao máximo a generosa área externa com piscina, a moradora desse imóvel sabia que precisaria de um profissional talentoso para conceber um paisagismo de encher os olhos. Sem hesitar, ela logo contratou o experiente Gilberto Elkis, que bolou um jardim exuberante, com muros repletos de espécies em uma grande variedade de cores e folhagens.

Blocos invertidos e fundo roxo

Algumas ideias surgem assim mesmo, vemos em algum lugar e nos empolgamos pra repetir em casa. Foi assim com a dona de uma residência em São Paulo. Certo dia ela viu o paredão de uma loja com blocos invertidos e vasos encaixados, achou lindo e pediu um igual pras meninas da Casa 14 Arquitetura, responsáveis pela reforma. O tom de roxo foi só pra trazer ainda mais graça.

Vertical e suspenso

Quem já leu aqui no REFERANS sobre os Woolly Pockets sabe que esse produto versátil é a alternativa perfeita pra criar uma paisagem vertical sem causar um rombo no orçamento. Infelizmente – pelo menos até onde eu sei –, eles ainda não são vendidos aqui no Brasil. Mesmo assim, vale se inspirar nos cenários que a empresa cria para divulgar os diversos modelos disponíveis, como esse suspenso, feito pra ser pendurado no teto.

Spa particular

Quando precisa de bons momentos de relaxamento, Cynthia Chua, dona de uma rede de spas em Singapura, se refugia em sua sala de banho ao ar livre. O tamanho da abertura no teto para a entrada de luz do sol nem precisou ser muito grande, apenas o suficiente para cobrir toda a banheira de pedra. Assim Cynthia pode tomar longos banhos com vista para o céu. Certamente um cantinho pra se esquecer do mundo.

Destaque na Casa Cor

Ultimamente, em todas as edições da Casa Cor, seja em São Paulo ou na Bahia, os jardins verticais marcam presença em pelo menos uns dez projetos. No ano passado, os arquitetos Paulo Rosenstock e Luciana Blagits usaram samambaias viçosas para trazer vida ao Home Theater da mostra em Santa Catarina. Já na edição carioca desse ano, uma parede verde valoriza a Praça Casa Cor, ambiente assinado pelas paisagistas Marisa Lima e Emmilia Cardoso.

Fachadas vivas

E quem disse que eles só podem ser usados no interior das casas? Fachadas inteiras, de residências e até de grandes prédios, já receberam espécies verdejantes, transformando a paisagem urbana. Eis aqui dois exemplos incríveis: a Casa JH, com arquitetura idealizada pelo escritório Bernardes & Jacobsen e paisagismo concebido por Gica Mesiara, e o projeto do estúdio Samyn and Partners, com muros vivos e recortes fechados por vidro.

Além das casas

Os espaços comerciais também não ficam de fora. No aeroporto de Biggin Hill, próximo a Londres, os designers do estúdio SHH incluíram um jardim vertical no lounge para os passageiros VIP da companhia aérea Rizon Jet. Agora até mesmo as vitrines de lojas estão exibindo plantas variadas, caso da Replay, em Barcelona.

Leia também: Sexta Inspirada! Jardins e Áreas Externas.

Sexta Inspirada! Lar Doce Lar

Lá em 2006, quando aceitou participar do quadro Lar Doce Lar do programa de Luciano Huck, talvez Marcelo Rosenbaum ainda não tivesse noção de quantas vidas seriam afetadas por esse trabalho. Mais do que reformar casas, essa iniciativa traz de volta às pessoas a felicidade e a dignidade de viver em um lar que amam e que atenda suas necessidades, além de contribuir enormemente para a democratização do design e a valorização da cultura brasileira e suas raízes.

No início do mês de Agosto o quadro completou sua 50ª transformação e, para comemorar, o estúdio de Marcelo vai presentear um de seus seguidores do Twitter com produtos assinados por ele. O sorteio acontece somente no dia 14 de Setembro, então ainda há tempo de sobra pra participar. Leia mais detalhes sobre a promoção AQUI e confira abaixo alguns dos projetos realizados ao longo desses últimos anos.

Família Castro

Sem fornecimento de água encanada e com a estrutura condenada por rachaduras, infiltrações e goteiras, a casa da família Castro, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, há tempos já não tinha condições de abrigar os cinco moradores confortavelmente. O terreno, no entanto, era privilegiado, de esquina e próximo a uma praça, além de ser amplo o suficiente para que a equipe do programa construísse também uma segunda residência para a filha que vai se casar em breve.

Família Lima

Paredes úmidas, móveis em mau estado e um quintal bem bagunçado eram apenas alguns dos problemas da família Lima, que vive em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Munido de muitas tintas coloridas e boas ideias, o designer construiu uma área externa com churrasqueira e pérgola e até mesmo uma piscina, usando um modelo de plástico que foi embutido em um deque de madeira.

Família Silva

No bairro Vila Ré, zona leste de São Paulo, a residência de um motoboy precisava de uma reforma para tornar a vida da família mais prática e agradável. Como na maioria de seus projetos, Rosenbaum usou toques de cor em diversos elementos da casa, como nos acessórios da sala de estar, nos móveis dos dormitórios e na área da churrasqueira, no piso superior. Esse cantinho foi idealizado para as reuniões com os amigos do morador, que enviaram a carta ao Caldeirão do Huck.

Família Rodrigues

Com uma renda mensal de R$ 200,00 e morando em uma construção de apenas um cômodo, as três mulheres da família Rodrigues sonhavam em ter uma casa bonita, com espaço para todas. Depois da reforma, as meninas ganharam seu próprio quarto e um cantinho para estudarem e praticarem música. Na parte da frente do imóvel foram criadas uma horta orgânica feita com garrafas PET e uma cozinha equipada para ajudá-las a vender doces e salgados e aumentar os lucros familiares.

Família Matos

A casa da família Matos foi uma das primeiras a ser transformada pelo designer e sua equipe. Usando cores e detalhes bem brasileiros, Rosenbaum trouxe mais vida para a residência em Taquara, no Rio de Janeiro, e integrou as áreas internas e externas com uma cozinha que mais parece um quintal e com plantas e estampas que trazem um visual tropical.

Família Batista

No projeto da residência da família Batista, em São José dos Campos, São Paulo, um dos maiores desafios foi encontrar espaço para todos os integrantes. Apesar do terreno amplo, a casa em si não era muito grande, e precisava abrigar muitos moradores, assim, uma das alternativas foi criar um grande dormitório com beliches que acomodam cinco dos filhos.

Casa Townhouse na Suécia

Entre as residências de arquitetura tradicional de uma pequena rua em Landskrona, região ao Sul da Suécia, um grande bloco branco minimalista se sobressai como se ali não pertencesse. Com uma disposição estratégica dos ambientes internos sempre prezando pela integração entre os moradores e pelo uso inteligente do espaço, os arquitetos do escritório Elding Oscarson conseguiram praticamente duplicar a área útil no modesto terreno de apenas 75m².

O casal de proprietários, dono de um café e também envolvido com o mercado de arte, não abriu mão de apenas uma coisa: paredes brancas para exibir sua coleção e assim usufruir do lugar como casa, estúdio e galeria particular, tudo ao mesmo tempo. Tirando proveito do pé-direito triplo, os cômodos fluem em uma seqüência vertical, com mezaninos que se alternam. Assim, do andar de cima sempre é possível ver o pavimento inferior.

No térreo, onde ficam a cozinha e a sala de jantar, um pequeno pátio descoberto leva ao home office instalado em uma edícula nos fundos do lote. Já no topo do volume todo aberto, a sala de banho – que não possui portas – é acessada através de uma ponte de aço perfurado que se estende sobre parte do living, fazendo a ligação entre o dormitório e o terraço.

Paredes de vidro e recortes nas fachadas deixam a paisagem à mostra e contribuem para a entrada de luz natural, o que reforça ainda mais a sensação de amplitude.

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