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SEXTA INSPIRADA! VERMELHO

Uns amam, outros odeiam. O vermelho, forte e marcante, nunca passa batido. O que dizer então de espaços quase que inteiramente tomados pela cor e suas nuances? No mínimo instigantes. Descubra como o vermelho total pode funcionar em mostras, escritórios, escolas, hotéis e até mesmo em casas.

Presença de impacto

Não tinha como não se surpreender. Quem quer que entrasse no lounge concebido pelo arquiteto Leo Romano durante a Casa Cor Brasília de 2010, tinha os olhos invadidos pelo forte vermelho que reinava absoluto, cobrindo paredes, teto e objetos. Móveis em amarelo e o enorme sofá multicolorido no centro do ambiente funcionavam como pontos de destaque, atraindo o olhar. Ousado, Leo fez questão de marcar presença na mostra criando um projeto inesquecível.

Mistura de texturas

Do lado de fora, o branco das ruas cobertas de neve — cena comum durante os invernos da cidade de Bruxelas, na Bélgica. Já no interior do loft, um brusco contraste: um cômodo quase totalmente vermelho, a não ser pelo piso. Alain Gilles, designer responsável pelo décor do imóvel, aproveitou as diferentes texturas das paredes para que o resultado não fosse monótono. Assim, madeira, tijolinho e porta ganharam suas versões avermelhadas.

Luz no fim do túnel

O corredor e a sala de almoço desse apartamento são literalmente um túnel, revestido com exatas 36 portas resgatadas de outra construção. A solução um tanto quanto improvável foi ideia do estúdio LOT-EK e do empreiteiro Andreas Scholtz, que buscavam uma maneira de tornar esse pequeno espaço mais convidativo para os moradores. Por trás do acabamento brilhante, nichos planejados acomodam objetos e louças.

Encontro de trabalho

Prestigiado com diversos prêmios na área, o estúdio Ministry of Design, com base em Singapura, não podia fazer feio em sua própria “casa”. E não fez. As instalações do novo escritório, cuja obra foi finalizada em 2010, são dinâmicas e inovadoras. Uma das saletas, ambiente de encontro da equipe, ganhou acabamento e estofados vermelhos, pra estimular animadas conversas.

Berço de ideias

Com o objetivo de incentivar os alunos do primeiro ano do curso de Engenharia, a University of South Australia decidiu conceder-lhes um centro de aprendizado irreverente. O escritório escalado para a concepção do espaço foi o Woods Bagot, especialista em projetos corporativos e institucionais. Em uma proposta divertida, parte do núcleo criativo possui placas vermelhas como revestimento e móveis também nessa cor.

De volta para o futuro

Quando foi inaugurado, em 2005, o hotel Puerta America, na Espanha, causou rebuliço. Isso porque os diversos andares do edifício foram divididos entre grandes estrelas da arquitetura, como Zaha Hadid, Ron Arad e Norman Foster, que realizaram surpreendentes propostas futuristicas nas suítes e corredores. Além do mais, foi nos cômodos do hotel que o público pôde descobrir toda a versatilidade do Corian, material usado em paredes e móveis para criar verdadeiras esculturas arquitetônicas.

Ahhh, e não esquecemos do ambiente do Roberto Migotto na Hyundai Mostra Black não. Quer revê-lo? Clica na foto!

MUDD, UM CLUBE FUTURISTA

{ A intenção era publicar esse post no sábado, dia de balada, mas… só deu pra terminar hoje mesmo. }

Em 1988, a cidade de Estrasburgo, na França, foi classificada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO. Todos os prédios, ruas e bairros são considerados de grande valor cultural, pois representam a herança medieval daquele país. Agora imagine sair dessas ruas de paralelepípedo, cercadas por construções peculiares, e de repente chegar a um porão totalmente futurista? É com esse choque de eras que os clientes do Mudd Club começam suas noites de sábado.

Surpreendente, o projeto do estúdio NUERA brinca com essa disparidade criando uma atmosfera de vanguarda, onde o branco – cor freqüentemente usada em espaços futuristas – é substituído pelo preto, presente do piso ao teto, inclusive nos móveis. Para criar ainda mais dinamismo e movimento, pinturas geométricas cobrem algumas das paredes, trazendo cores vibrantes, como o amarelo e o laranja.

Fotos via We Heart UK

SEXTA INSPIRADA! HOME OFFICE

Com as cidades cada vez mais atoladas pelo trânsito, a solução de trabalhar em casa parece ganhar cada vez mais adeptos. Além de proporcionar mais conforto, menos stress e menos gastos, os home offices ainda permitem que a pessoa conviva mais com os filhos ou animais de estimação. Confira alguns ambientes que provam que o futuro do trabalho é ser feito dentro do lar doce lar.

Jardim na parede

Mesmo pequeno, o home office das cenógrafas Gigi Barreto, Olivia Azevedo e Natasha Frota, consegue surpreender qualquer um. Isso porque, em busca de deixar o ambiente mais aconchegante e poético, elas tiveram a incrível ideia de forrar a parede da janela com hera sintética. Essa foi uma maneira inusitada de trazer a natureza mais pra perto — mesmo que seja artifical.

Iluminação diferenciada

Por mais que esse projeto seja um espaço de mostra, a metragem reduzida o aproxima dos escritórios reais, onde é preciso tirar proveito de cada cantinho disponível. O grande diferencial é o pé-direito duplo, que permitiu a brincadeira com pendentes e travas de aço proposta pelos designers Marcelo Jardim e Tiago Freire. Essa foi mais uma participação da dupla na Casa Cor RJ, na edição de 2011.

Com vista para o verde

Praticamente todos os cômodos da residência idealizada por Lia Siqueira em Mangaratiba, no Rio, se relacionam com o jardim, inclusive o home office. Ao invés de divisórias fixas, portas de correr fazem a ligação entre interior e exterior, enquanto a bancada de madeira fica desencostada das paredes. Com poucos móveis e objetos, o maior destaque do ambiente é mesmo o lado de fora.

Alma de artista

Obras de arte e peças de estilos completamente diferentes — uma mesa de centro rústica e uma bancada de trabalho futurista — convivem em perfeita sintonia na casa de uma artista plástica francesa. Ali, no living mesmo, a moradora consegue trabalhar sem preocupação e ainda desfruta da luz natural vinda do terraço. A estante de madeira reúne poucos elementos, sem pesar no visual.

Estante vazada, mais claridade

Em um amplo ambiente praticamente sem divisórias, o arquiteto e designer Omer Arbel propôs um home office integrado ao restante da área social para o lar de seu colega de trabalho. Na estante, com desenho também assinado por Arbel, o morador guarda sua coleção de discos, livros e arranjos de cactos.

Inspiração no ateliê

Além da luminosidade natural, que se reflete no piso e nas paredes brancas, a grande sacada desse escritório é que a bancada fica no centro do ambiente, longe de qualquer parede. A mesa branca também possui um detalhe bem bacana: sob o tampo de vidro é possível guardar objetos e livros, ou mesmo imagens de inspiração. Com pés de cavalete, o móvel pode facilmente ser reproduzido em qualquer marcenaria. Para tornar o cantinho ainda mais charmoso, a luminária azul fica ao lado do vaso de flores, que são sempre bem-vindas.

Fotos via Casa Claudia | Bamboo | Jean Francois Venet | Dwell | The Style Files

Clube Josefine | Roxy em BH

Não é sempre que um designer tem a chance de reprojetar um espaço ou produto idealizado por ele próprio. Freqüentador da agitada vida noturna de Belo Horizonte, o DJ e também arquiteto Fred Mafra pôde viver essa experiência com o Josefine|Roxy, um clube noturno de 955 m² cujos interiores foram planejados por ele em 2007 e agora novamente em 2011.

Na tentativa de estar sempre apresentando novidades e conquistando novos freqüentadores, os proprietários do estabelecimento sentiram a necessidade de reformular os ambientes e propor uma atmosfera totalmente diferente. Seguindo uma direção contrária à da versão passada, que exibia fortes influências retrô, cores vibrantes e uma  estética lúdica à la Verner Panton, Fred criou um clube ousado e futurista, onde a iluminação é protagonista.

Os revestimentos coloridos deram lugar a estruturas hexagonais iluminadas que lembram colméias gigantes. Em uma constante variação de cores, os desenhos geométricos parecem mover-se ao som da música, criando ilusões de óptica e despertando os sentidos de quem curte a pista.

Confesso que a primeira proposta me parece mais divertida que a atual. E vocês? Preferem antes ou depois?

Vitrine Pivotante | Loja da Atrium em Londres

Como um quebra-cabeça gigante, painéis pivotantes giram e se encaixam formando uma enorme parede mutável em frente à vitrine da loja Atrium, em Londres. A intenção das estruturas é poder controlar a intensidade de luz natural que penetra nos interiores e também criar momentos de escuridão quando necessário. Idealizado pelos designers do Studio RHE, o showroom da marca possui linhas modernas e futuristas, com detalhes em preto, branco e verde ácido.

O principal motivo para a criação de um novo espaço para a Atrium é a mudança no foco da empresa, que recentemente deixou de comercializar móveis de design para se dedicar à iluminação de alto padrão, como luminárias e pendentes da FLOS. Uma loja um tanto teatral que chama a atenção dos clientes para essa grande mudança.

Pop-up Futurista

Através de um elaborado jogo de iluminação e reflexos, os designers poloneses dos estúdios Super Super e Inside / Outside conseguiram multiplicar as dimensões de uma pequena loja pop-up em Varsóvia. Inaugurada em Dezembro, a loja permaneceu aberta por apenas 3 meses e foi instalada dentro de dois contêineres totalmente pretos no centro da cidade, chamando a atenção dos pedestres.

Os clientes que ficavam curiosos para descobrir o que a ‘caixa preta’ escondia eram surpreendidos por uma atmosfera futurista, onde espelhos nas paredes e no teto traziam a ilusão de araras infinitas, valorizando as roupas descoladas da marca independente Zuo Corp. O objetivo era causar o maior impacto possível dentro de um orçamento – e de um espaço – bem apertado.

A arte geométrica de Lauren Bahr

Para a ilustradora Lauren Bahr, a arte funciona quase como um ritual terapêutico. Ela se sente praticamente doente se fica muito tempo longe das telas, lápis e canetas, e é declaradamente obcecada por cores. Suas formas geométricas ora representam divindades e totens, ora plantas de grandes colônias espaciais, ou até mesmo sonhos em que vive uma super-heroína.

Lauren não é totalmente avessa à tecnologia, mas prefere criar seus trabalhos com as próprias mãos, mesmo que o resultado carregue pequenas imperfeições. Afinal, errar é humano, e o valor de cada imagem que constrói é justamente o toque pessoal.

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