Posts Tagged ‘ ilusão de óptica ’

OS RETRATOS EXPLODIDOS DE LOLA DUPRÉ

Munida de cola, tesoura e algumas fotos impressas, a jovem Lola Dupré produz obras surpreendentes em que imagens parecem explodir e se projetar pra fora do papel. Os retratos e fotografias de Lola são uma releitura de outros trabalhos artísticos, assinados por nomes como Man Ray e Vermeer, dois famosos artistas.

Através de uma técnica própria de colagem, Lola cria ilusões de óptica interessantes e complexas, revelando um novo ponto de vista.

Fotos via Lola Dupré

As ilusões de percepção de Olafur

Em sua primeira exposição individual na América Latina, o artista dinamarquês Olafur Eliasson chega a São Paulo em grande estilo.

Batizada de ‘Seu Corpo da Obra’, sua mostra, inaugurada dia 01 de Outubro, se distribui em três locais diferentes: SESC Belenzinho, SESC Pompéia e Pinacoteca do Estado, entidade organizadora do evento. Surpreendente e intrigante, sua arte está profundamente atrelada à pesquisas sobre os processos de percepção e construção da realidade do ser-humano.

 Pra quem não sabe, Olafur cria instalações arquitetônicas e intervenções urbanas atrevidas, explorando leis da física e ilusões de óptica para proporcionar experiências extraordinárias aos espectadores. Dessa vez, as situações espaciais abordadas pelo artista desafiam os limites do “dentro” e “fora”, brincando com espelhos, reflexos e cores que confundem e deslumbram o público.

 Um de seus mais reconhecidos trabalhos é o “Your rainbow panorama”, um anel de vidro com mais de 50 metros de diâmetro que paira sobre a cobertura do prédio do museu ARoS, na Dinamarca. A estrutura funciona como uma passarela circular e recebeu diversas placas coloridas que se alternam suavemente, inserindo os visitantes em um pequeno arco-íris particular. Segundo Olafur, essa experiência não pode ser descrita, deve ser sentida.

Taí mais uma razão pra não perder a passagem dele pelas terras brasileiras.

Pop-up Futurista

Através de um elaborado jogo de iluminação e reflexos, os designers poloneses dos estúdios Super Super e Inside / Outside conseguiram multiplicar as dimensões de uma pequena loja pop-up em Varsóvia. Inaugurada em Dezembro, a loja permaneceu aberta por apenas 3 meses e foi instalada dentro de dois contêineres totalmente pretos no centro da cidade, chamando a atenção dos pedestres.

Os clientes que ficavam curiosos para descobrir o que a ‘caixa preta’ escondia eram surpreendidos por uma atmosfera futurista, onde espelhos nas paredes e no teto traziam a ilusão de araras infinitas, valorizando as roupas descoladas da marca independente Zuo Corp. O objetivo era causar o maior impacto possível dentro de um orçamento – e de um espaço – bem apertado.

Top 5 | Paredes Pintadas

Nada como um pouco de cor e estampas para alegrar superfícies monótonas como as paredes brancas. Descubra 5 opções que trazem mais vida aos espaços do lar.

# 1 A cor cinza não costuma ser usada em dormitórios infantis. Talvez seja justamente por isso que a autora do blog Weekday Carnival tenha escolhido esse tom para o quarto de seu filho. Pra alegrar a composição, a metade de cima recebeu um verde clarinho.

# 2 Para disfarçar a inclinação do teto do restaurante Ara Pizza, nos arredores de Barcelona, o designer Pablo Téllez decidiu cobrir as paredes com triângulos brancos, azuis e pretos, criando um interessante efeito óptico.

# 3 Se é fã dos tecidos Missoni Home mas os acessórios da grife não cabem no orçamento, que tal se inspirar nos famosos zigue-zagues e aplicá-los na parede?

# 4 Jurada do programa Top Design, a americana Kelly Wearstler é uma profissional reconhecida nos EUA. No projeto do hotel Avalon, em Beverly Hills, ela fez um mix inusitado: parede de tijolinhos + motivos gráficos. A estampa até lembra os papéis de parede da Ferm Living, não acham?

# 5 No site da revista House to Home, mais um exemplo de que cores escuras podem sim ser usadas em ambientes para crianças. Listras verticais formam um dégradé do preto ao cinza bem clarinho.

Sexta Inspirada! O lúdico Verner Panton

Nascido na Dinamarca, Verner Panton foi um arquiteto e designer como nenhum outro. Desde a década de 50, quando trabalhou com Arne Jacobsen, o jovem visualizava um futuro promissor, e não tinha medo de ousar nas cores e formas. Tendo se firmado como um designer revolucionário, Panton ganhou uma espécie de licença para a experimentação, surpreendendo a cada peça inventada, como a cadeira que leva seu nome. Em 1968, mal sabia ele que aquela seria sua mais famosa criação e um dos maiores ícones do mobiliário em toda a história do design.

1. Pra começar bem, uma citação do próprio que resume bem suas aspirações: “O maior objetivo do meu trabalho é levar as pessoas a usarem sua imaginação. A maioria delas passa a vida toda em casas melancólicas, cinzas ou beges, morrendo de medo de usar as cores. (…) Através de experiências com iluminação, cores, tecidos, móveis e tecnologias avançadas, eu tento mostrar novos caminhos, encorajando-as a usarem a fantasia para tornar seus ambientes mais excitantes”.

2. Em 1960, o arquiteto foi convidado a projetar os interiores do hotel e restaurante Astoria, na Noruega. Panton elegeu as estampas Geometry I to IV, criadas por ele, para cobrir pisos, tetos e paredes, gerando um inusitado efeito óptico. Os pendentes Topan e as poltronas Panton Cone e Heart Cone também levam sua assinatura.

3. Um dos poucos projetos de Verner que ainda está preservado, em partes, é o escritório da editora Spiegel, em Hamburgo, na Alemanha, finalizado em 1969. A piscina dos funcionários, ultra colorida, foi destruída pouco depois por um incêndio, e a entrada e o lobby foram reformados nos anos 90. Assim, o único ambiente que ainda permanece totalmente como Panton idealizou é a cantina. Em tons de laranja e vermelho, o espaço representa um valiosíssimo registro de sua obra.

4. E onde vivia esse gênio do design? Bem, sua casa na realidade não parecia uma casa. Está mais pra um parque de diversões. A começar pelo hall de entrada, forrado de luminárias extravagantes e prismas espelhados que multiplicam ainda mais o impacto das luzes. Por toda a residência, cores fortes aparecem nos tapetes, paredes, no teto, no carpete pink, enfim, em absolutamente tudo. Panton realmente se entregou ao estilo de vida psicodélico dos anos 60, estimulado pelo uso de substâncias alucinógenas.

5. Apesar de não ser tão divulgado quanto outras criações do designer, o conjunto de assentos Pantonova, de 1971, é incrível. São seis cadeiras idênticas com estrutura de aço cromado, que, quando agrupadas, formam um único sofá circular ou ondulado. Na época, era fabricado pela empresa Fritz Hansen, mas, infelizmente, saiu de produção. Abaixo, as cadeiras usadas em um restaurante idealizado por ele.

6. Durante alguns anos das décadas de 60 e 70, a empresa química Bayer, que existe até hoje, alugava um navio anualmente para funcionar como uma espécie de showroom, com o intuito de promover o uso de materiais sintéticos dentro das casas. O arquiteto foi convidado duas vezes para decorar o interior do navio, e em sua segunda participação, no Visiona 2, ele criou um ambiente totalmente extraordinário, pelo qual é lembrado até hoje. Batizado de Fantasy Landscape, o espaço era totalmente forrado com almofadas de formas orgânicas e cores vibrantes.

Veja também:

Sexta Inspirada! Sixties

A balada Hot Hot, em São Paulo, foi inspirada no talento maluco de Panton.

Apartamento Pop em NY

Móveis de cores fortes e coleções antigas definem esse apartamento de um dormitório em Nova York, onde vive Rafael de Cárdenas. O designer confessa que não pagou por praticamente nenhum dos itens expostos em suas prateleiras, e que seu lar é mais um resultado da acumulação de coisas do que decoração propriamente dita.

Apesar de compacto, o apê tem espaço de sobra para suas obras de arte, trocadas com amigos, para os objetos herdados de sua mãe e até mesmo para os artigos garimpados no eBay ou rejeitados por seus clientes. No hall de entrada, listras diagonais alegram o ambiente criando um efeito óptico. Além disso, as faixas ajudam a disfarçar a caixa de força da parede.

Definitivamente um lugar que revela a personalidade forte do morador.

O Mundo Mágico de Escher

Imagens que desafiam a lógica e os sentidos são traços marcantes das obras enigmáticas do artista holandês Escher. Suas famosas escadas sem começo, meio e fim e seus cenários infinitos podem ser vistos na exposição ‘O Mundo Mágico de Escher’, no CCBB. A mostra já passou pelo Rio e por Brasília e chegou a São Paulo dia 19/04.

Entre os 95 trabalhos expostos, criados entre 1919 e 1960, encontram-se gravuras originais, desenhos e até mesmo projeções em 3D, programadas para trazer ao público a sensação de entrar no mundo lúdico do artista e intensificar as ilusões óticas de cada obra. O evento é gratuito e imperdível, já que é uma das raras oportunidades de conhecer pessoalmente o legado de Escher. + Informações abaixo.

Onde? No CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Quanto? Grátis

Quando? De Terça a Domingo, das 9h às 20h

Até dia 17 de Julho.

%d blogueiros gostam disto: