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ACHADOS DA SEMANA

{ Certas cores funcionam tão bem juntas que é possível fazer composições em qualquer ambiente, na cozinha, na sala, no quarto… Confira abaixo uma seleção de móveis e objetos de decoração onde o azul claro, o rosa, o coral e o vermelho dialogam em harmonia. }

A cadeira Tolix é uma das criações do designer brasileiro Zanini de Zanine para a marca francesa Tolix | Abajur Delta de Robert Abbey na loja online Lamps Plus | Almofadas divertidas em forma de diamante Diamond Plush na Yellow Heart Art | Almofada Geometric Print Cushion da marca John Lewis | Toalhas de mão coloridas Tea Towels da marca Hay | Mesas Eraser Collection by Marie Lindblad, foram inspiradas em borrachas gastas nas pontas | Canecas Small Knit Color Cozy Mug na loja online Leif Shop. As peças vêm com roupinhas de tricô | Potes Playnation Tiffin Boxes da marca John Lewis

COZINHAS LEICHT POR MAURÍCIO ARRUDA

A mistura é boa. De um lado, a tecnologia de ponta do design alemão, racional e objetivo. Do outro, o inconfundível “jeitinho brasileiro”, com elementos meio que improvisados e espaços pensados para receber os amigos ali mesmo, na cozinha. É nesse clima high-low que a Leicht, famosa marca de armários planejados da Alemanha, chega ao mercado brasileiro. O showroom, que fica em São Paulo, foi projetado pelo arquiteto Maurício Arruda, expert nessa história de misturar referências.

São quatro modelos de cozinha em exposição, cada qual com o seu estilo e seus componentes exclusivos, pra agradar a gregos e troianos. Todas valorizam a praticidade e a limpeza dos traços contemporâneos, mas tem uma mais jovem e colorida, outra com uma pegada mais sustentável e por aí vai. Além dos armários, gavetas e sistemas de portas e corrediças super avançados, o que encanta mesmo na loja da Leicht são os pequenos detalhes, que simulam aquele clima gostoso de casa.

Fotos via Maurício Arruda

SEXTA INSPIRADA! PÉ-DIREITO DUPLO

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Todo mundo gosta de pé-direito alto, certo? Mas não é todo mundo que sabe como aproveitar esses privilégios arquitetônicos – afinal, são pra poucos. Selecionamos alguns projetos super bacanas com propostas ousadas e estilosas para ambientes com o teto nas alturas. Confira!

A beleza da simetria

O arquiteto Roberto Migotto dispensa apresentações. Todo mundo já sabe que ele é sofisticado até o último fio de cabelo e seu bom gosto é inquestionável. Mais um exemplo desse talento sem igual é essa residência com living amplo e integrado, onde cada detalhe reflete o cuidado de Roberto em criar espaços atraentes e impactantes. Confortáveis, os móveis ganharam acabamentos em tons neutros, que variam entre marrons e brancos.

 Iluminação em foco

Instalada em uma construção secular, mais precisamente o Palacete Lineu de Paula Machado, a Casa Cor RJ de 2011 foi marcada pela mistura da arquitetura do século XIX com a decoração contemporânea. Um dos grandes destaques do evento foi o living concebido por Gisele Taranto, onde esse mix de épocas também se fez presente. Para valorizar o pé-direito generoso, a arquiteta bolou uma criativa instalação de luminárias pendentes.

Banco criativo

De frente para o mar, um enorme prédio na cidade de Elsinore, na Dinamarca, um dia já foi um galpão destinado à construção naval. Felizmente, o governo e os arquitetos do estúdio AART conseguiram dar uma utilidade bem mais nobre à estrutura, transformando-a no centro cultural The Culture Yard. Um dos corredores, repleto de luz natural que entra pela fachada de vidro, ganhou um banco alto com formas geométricas, valorizando o pé-direito.

Ladeado pelo jardim

Enormes panos de vidro nas duas laterais fazem com que esse ambiente pareça estar no meio do jardim. E a ideia do arquiteto Marco Aurélio Viterbo era mesmo essa, criar um living onde a integração visual com a área externa da casa fosse constante. Para compor a decoração sofisticada e atemporal, foram selecionadas peças de desenho contemporâneo e revestimentos em cores neutras, garantindo que o tom que predomina seja o verde lá fora. { Conheça o projeto completo no Casa de Valentina }.

Escada estratégica

Em alguns espaços, o pé-direito duplo precisa ser aproveitado ao máximo, seja para expor grandes coleções ou até mesmo para a instalação de armários até o alto, multiplicando os cantinhos pra esconder louças ou livros. O porém é que assim tudo o que está guardado fica literalmente inalcançável. É nessas horas que entra em cena uma escada esperta com rodinhas na base e pronto! Problema resolvido.


A estante é a protagonista

Saber aproveitar cômodos com tetos altíssimos não é tarefa fácil. Por isso, assim que se deparou com o pé-direito de 5 metros da sala, a jovem dona desse apartamento em um bairro nobre de São Paulo logo recorreu à ajuda da arquiteta Paula Magnani. A proposta da profissional foi usar uma enorme estante branca como divisória entre o living e o home office, que fica logo ao lado. Alternados e de tamanhos diferentes, os nichos abertos e fechados dão movimento à peça de marcenaria.

Um hotel descontraído

Cores fortes como azul, verde e vermelho são elementos constantes no décor do hotel Hi em Nice, no litoral da França. A proposta desse hotel é diferente da dos outros. Nele não te fazem sentir em casa, e também não fazem sentir-se como um convidado de luxo. Lá no Hi a ideia é favorecer a convivência, a troca de experiências e as novas descobertas. Talvez seja por isso que os espaços sociais sejam tão interessantes. O projeto é de Matali Crasset.

Fotos via Folha Vitoria | Loveisspeed | Dezeen | Casa de Valentina | Pinterest | Casa Claudia | Abcsalles

SEXTA INSPIRADA! PAREDES

Toda casa tem paredes estratégicas que não podem ficar em branco, pode ser no hall de entrada, ao lado da mesa de refeições ou atrás do sofá. Em locais de destaque, elas clamam por um detalhe especial, uma composição de quadros, um revestimento bem diferente ou pelo menos uma pintura marcante. A seguir, várias sugestões bacanas pra fazer brotar a inspiração.

Atraente ao toque… e ao olhar

A casa da arquiteta e designer italiana Monica Armani é um reflexo de tudo aquilo em que acredita. A seu ver, os ambientes só se tornam atemporais quando preservam espaços em branco, vazios, mas sem deixar de passar uma sensação de aconchego, como todo bom lar, é claro. Talvez seja por isso que ela tenha escolhido um revestimento tão sensível pra cobrir algumas de suas paredes. Aplicado em diversas camadas, o feltro cinza transformou um espaço vazio sem graça em uma superfície gostosa de tocar.

Resgatando memórias

Acho que é seguro dizer que Marcelo Rosenbaum é o designer de interiores mais conhecido do Brasil. E não é só pela participação em um programa de televisão não. Seu talento e originalidade vão muito além disso, como também o compromisso de tornar o design mais acessível. Em seu próprio lar doce lar, Marcelo usou ideias irreverentes pra criar o clima perfeito pra sua família. No living, um desses detalhes inusitados: paredes de fulget preto que lembram a casa de sua avó.

Cor neles!

Quem é que não gosta de tijolinhos? Pessoalmente, eu adoro, mas acho que eles ficam beeem mais divertidos quando são pintados de preto, rosa, azul, roxo… Essa sala de jantar é uma prova de que nem sempre esse acabamento — ou falta de — precisa ter aquela cara rústica. Aqui ele aparece em versão contemporânea, mas ainda assim transmite aconchego.

Bloquinhos de madeira

Calma, calma… Não estamos falando daqueles bloquinhos de montar de criança – se bem que já vi um projeto assim em algum lugar. Bom, os blocos em questão são uma invenção divertida do escritório Wolveridge Architects, que não hesitou e acabou revestindo toda uma parede com acabamentos quadrados de madeira envelhecida. Instaladas sobre a lareira da sala de jantar, os toquinhos revelam um jeito atual de explorar o charme do rústico.

De bom tom

Ok, pintar uma das paredes de um cômodo de alguma cor forte não é nenhuma novidade. Mas, esse caso é diferente. Além de o tom escolhido ser um ousado laranja vibrante, a parte mais legal é que a pintura não se limita apenas à parede em si, mas também cobre os objetos e equipamentos que ficam presos a ela, camuflando até mesmo as coisas de maior volume, como o aquecedor.

High Low

O sofá da sala pode ser caro, de alguma marca internacional famosa como Moroso ou Ligne Roset, mas quem disse que o resto das peças não pode ser barato? Essa é a brincadeira do High Low. No projeto de pegada sustentável da arquiteta Juliana Traldi, o high são os itens do mobiliário, enquanto o low é o revestimento da parede. Não parece, mas ela está forrada de rolos de papelão, o que cria uma textura de tubos interessante e original.

Mural de referências

Já imaginou que as paredes podem também servir como enormes murais? Colar fotos direto sobre a pintura pode parecer loucura pra alguns, mas muita gente faz isso e adora o resultado. Lá nos países escandinavos, já até virou tendência pregar fotos, pôsteres e estampas gráficas direto com fita adesiva. Estampadas ou em cores neon, essas fitas acabam se tornando mais um charme da composição.

Fotos via Elle Decor It | Casa Claudia | Archdaily | Pinterest

SEXTA INSPIRADA! PISCINAS II

Quem aí gosta de piscina levanta a mão! Nesse querido país tropical, — que ultimamente anda mesmo parecendo uma rainforest —  o xodó pelas piscinas é unanimidade, certo? Então decidi falar um pouquinho sobre elas. Quem sabe assim o sol não se inspira e sai da toca? Conheça sete modelos bacanas que vão te deixar com saudades das férias.

Por todos os lados

Na ensolarada ilha Hamilton, na Austrália, casas de veraneio são tão comuns quanto as praias cheias de turistas. E, como em todo retiro de férias que se preze, a única coisa que não podia faltar nesse projeto era uma piscina. Pensando nisso, o arquiteto italiano Renato D’Ettorre fez questão de planejar uma opção sem igual, que não só cerca parte da construção, como também pode ser vista e acessada de vários cômodos diferentes, incluindo o living. O filme tá chato? Bora ali dar um pulinho?

Sobre a cidade

Por mais improvável que possa parecer, o spa Thermalbad & Spa Zurich, na Suíça, já foi um dia uma tradicional cervejaria da capital. São diversas piscinas, salas de relaxamento e centros de massagem espalhados pelos andares da antiga fábrica, mas o grande destaque fica para a cobertura. Com uma estonteante vista para a cidade, é lá que os hóspedes podem desfrutar de uma experiência única na piscina aquecida. Só é preciso tomar cuidado com um possível choque térmico.

Fogo e água

Depois que seu marido e companheiro de trabalho faleceu, a arquiteta Benedetta Tagliabue decidiu se empenhar no restauro de uma construção do século 18 no centro de Barcelona, cidade adorada pelo casal e berço de ótimas lembranças. Um dos muitos aposentos dessa residência é a sala da piscina, com teto abobadado e acabamentos em tons terrosos que destacam o verde claro das águas. Sobre a parte central da piscina, uma lareira suspensa na parede fornece aquecimento e garante que o ambiente seja aproveitado até mesmo nas estações mais frias.

Perto do céu

Erguida na beirada do declive sobre o qual essa residência foi construída, essa piscina realmente fica perto do céu. E não apenas no sentido literal. Quem vai dizer que não seria uma experiência quase divina se deparar com essas águas azuis em um dia de muito calor? Dá pra se imaginar nadando e nadando durante horas a fio, apenas curtindo a paisagem e a imensidão azul acima — e abaixo.

Dentro ou fora?

Quem está no living dessa casa idealizada pelo estúdio Realarchitektur, pode refrescar o olhar com a piscina retangular instalada logo ao lado do espaço. Como divisória, esquadrias de vidro vão do piso ao teto, explorando o pé-direito duplo. A laje de concreto sobre a área social continua depois da parede envidraçada e também protege a piscina e o deck de madeira. A chuva não atrapalha essa festa.

Lounge entre as águas

Foi ali, logo em frente à entrada da área social, na fachada dos fundos da casa de campo, que a arquiteta Deborah Roig decidiu construir uma piscina de 61 m². Nada mal hein? O revestimento claro é de pedra polida, que nos limites formam uma borda infinita. Cercado pela água, um pequeno lounge com bancos de alvenaria permite que as pessoas “entrem” na piscina sem se molhar. Perfeito pra tomar uns bons drinks sem descer do salto.

O paraíso é aqui

Essa última imagem vai parecer maldade, eu sei. Mas, como sonhar (ainda) é de graça, não custa nada torcer pra um dia estar aí, nessa nada simplória piscina, em um mergulho com direito a vista para as famosas montanhas da impressionante ilha Santa Lúcia, ali no mar turquesa do Caribe. Se os dicionários viessem munidos de fotos, essa cena poderia facilmente ilustrar o significado de paradisíaco.

E acho que colírio pros olhos nunca é demais né? Relembre nossa antiga matéria com outras tantas piscinas inspiradoras. É só clicar na foto!

Fotos via Casa Claudia | Knstrct | Dwell | Elle Decor | Pinterest | Casa de Valentina

CASA DE 1969 POR PAULO MENDES DA ROCHA

Se compararmos o endereço fixo de Houssein Jarouche em São Paulo com sua segunda casa na cidade, pensada como um retiro para os finais de semana, certamente vai parecer que estamos falando de duas pessoas completamente diferentes. Enquanto o apartamento se assemelha a um loft, totalmente integrado e recheado do melhor do design contemporâneo, a residência tem espírito brutalista e representa uma época de ouro da arquitetura brasileira. { Relembre o projeto do apê aqui }

Dono da Micasa, simplesmente uma das lojas mais incríveis do país e representante das maiores marcas de mobiliário do mundo, Jarouche sabe distinguir um bom desenho de longe. Não é à toa que ele agora passa seus dias de descanso em um imóvel concebido por ninguém menos que o ganhador do Prêmio Pritzker, Paulo Mendes da Rocha. O arquiteto, hoje já com seus 80 e tantos anos, foi convidado pelo atual proprietário a comandar uma reforma mais de 4 décadas depois de ter concluído o projeto original. É por isso que essa é uma casa tão especial. Afinal, não é sempre que se pode ‘reescrever’ a própria história.

Como em toda obra-prima, o empresário sabia que seria um pecado interferir em qualquer detalhe que fosse dessa criação. Assim a tal reforma foi, na realidade, uma restauração, onde cada porta, revestimento ou cor que tinha sido alterado ao longo dos anos, voltou ao seu estado inicial. Com vidros trocados e alguns acabamentos refeitos, a única mudança aconteceu de acordo com um desejo do próprio arquiteto, um desejo de 45 anos atrás: a piscina foi finalmente pintada de preto.

Cobrindo o piso de praticamente toda a área social, os ladrilhos hidráulicos em branco, azul, amarelo e vermelho trazem um toque de delicadeza em um cenário quase todo dominado por elementos fortes e rígidos, como as instalações elétricas e canos aparentes. Já o mobiliário, com a maioria das peças vindas da Micasa, é claro, foi escolhido pelo proprietário de forma a casar com o conjunto arquitetônico, sem se sobrepor e tampouco passar despercebido.

Além do imenso valor histórico, o que mais encantou o morador foi a maneira com que a construção parece flutuar sobre o terreno acidentado. Suspensa por quatro pilares de concreto, material que reveste toda a fachada como se fosse um imenso bloco, a casa permite que as janelas sejam altas o bastante para apreciar as copas das árvores do bairro e as plantas do jardim – apesar de alguns prédios vizinhos trazerem à tona a realidade de que, afinal, ainda estamos em São Paulo.

Durante toda essa operação de restauro, Paulo Mendes da Rocha contou com a ajuda do estúdio de um ex-aluno seu, Eduardo Colonelli. Ao lado do mestre, Eduardo ajudou a dar vida nova à casa que resume o estado da arte da arquitetura brasileira.

Fotos via Interior Design

APÊ COOL POR GUILHERME TORRES

Descolado, moderninho, irreverente, arrojado… Tais adjetivos são usados com frequência pra descrever os tantos projetos incríveis do arquiteto Guilherme  Torres. De uns anos pra cá, o profissional tem ganhado cada vez mais destaque, inclusive internacionalmente.

Tanto que agora já virou fato: quando o assunto é criar um espaço autêntico que reflita a cultura jovem e urbana, não tem pra ninguém. Guilherme e sua equipe lideram o ranking. A bola da vez é o lar, doce lar do DJ Pil Marques, em São Paulo, que você conhece agora.

O desafio foi grande e até meio inesperado. Em poucos m² era preciso fazer caber não só o acervo de Pil, como também os objetos e cômodos de seus roommates, o artista Daniel Zanardi e a também DJ Adriana Recchi. A tarefa seria rotineira, e até simples, se não fosse pelas preciosas coleções do proprietário. Incontáveis bonecos toy art, discos de vinil e obras de arte exigiram do arquiteto muito jogo de cintura e um verdadeiro instinto de curador.

De frente para o hall de entrada, o equipamento sonoro — uma das grandes paixões do morador e também seu ganha-pão — recepciona os visitantes. Logo em seguida, o que mais atrai o olhar são as paredes da área social, coloridas em azul escuro na parte do sofá e em rosa forte na cozinha integrada. Apesar de vibrantes, as cores, assim como os móveis, funcionam como pano de fundo para que os objetos garimpados ao longo dos anos fiquem sob os holofotes. Como detalhes que exigem um olhar mais atento e demorado, tal qual uma exposição.

O quarto de Pil, como já era de se esperar, foi transformado em um refúgio não só para ele, como também para seus mais queridos bonecos, de relíquias vintage a modelos recém-lancados, passando por personagens do Star Wars e de desenho animado. É ali, cercado por seus pertences do coração, em meio ao caos organizado, que o DJ consegue realmente descansar e sentir-se em casa.

Não se cansa dos projetos do Guilherme? Nós também não! Clique na foto e descubra muitos outros já publicados aqui.

Fotos de Lufe Gomes via Yatzer

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