Posts Tagged ‘ papel ’

POSTER DIY

É sempre bom dar um up nas paredes de casa com obras de arte. É claro que vale a pena investir em fotografias e pôsteres assinados, mas se der pra fazer isso sem gastar quase nada, melhor ainda! A stylist e blogueira Jenni Juurinen pôs a mão na massa e fez arte por si própria, e isso usando apenas papel, tesoura e cola. Misturando diversas cores de recortes, ela criou um divertido painel que lembra escamas de peixe multicoloridas. O melhor é que se você se cansar da “tela”, pode dar pra algum amigo ou simplesmente mandar pra reciclagem, sem peso na consciência.

Fotos via Scandinavian Deko

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OS RETRATOS EXPLODIDOS DE LOLA DUPRÉ

Munida de cola, tesoura e algumas fotos impressas, a jovem Lola Dupré produz obras surpreendentes em que imagens parecem explodir e se projetar pra fora do papel. Os retratos e fotografias de Lola são uma releitura de outros trabalhos artísticos, assinados por nomes como Man Ray e Vermeer, dois famosos artistas.

Através de uma técnica própria de colagem, Lola cria ilusões de óptica interessantes e complexas, revelando um novo ponto de vista.

Fotos via Lola Dupré

NewspaperWood | Madeira de Papel?

Todo mundo já sabe que o papel é proveniente da madeira das árvores, certo? Mas, e se fosse possível inverter esse ciclo e gerar madeira usando apenas folhas de papel? Foi a partir dessa proposta desafiadora que Mieke Meijer concebeu um projeto acadêmico para seu curso na Design Academy Eindhoven, nos Países Baixos.

Como qualquer outro estudante, Mieke foi obrigado a lidar com a falta de capital e recursos para colocar suas ideias em pratica, por isso recorreu à boa e velha improvisação: colou inúmeras folhas de jornais velhos umas sobre as outras, compondo diversas camadas espessas até chegar a um bloco maciço e rígido, como uma peça de madeira aglomerada. Após ganhar uma bela nota pelo trabalho, o jovem designer deixou sua criação de lado durante quatro anos, até que em 2007 seu caminho se cruzou com o de Arjan van Raadshooven e Anieke Branderhorst, a dupla criativa por trás do estúdio holandês Vij5, conhecido por incentivar novos talentos e conceitos.

Muitas reuniões, estudos e brainstormings depois, o trio finalmente conseguiu viabilizar a produção do material, batizado de NewspaperWood. Apesar da aparência que lembra veios e troncos de madeira, o NewspaperWood não é um substituto equivalente em resistência e maleabilidade, mas, de qualquer maneira, é uma nova forma de reciclagem e também pode ser usado no desenvolvimento de móveis, objetos e quem sabe até como revestimento.

Para o lançamento oficial, que aconteceu durante a Semana do Móvel de Milão desse ano, o estúdio Vij5 convidou outros profissionais da área a explorar os limites da ‘madeira de papel’, em uma experiência que resultou em peças únicas e inovadoras.

Fotos via Yatzer

Achados da Semana

In Power 10 | coleção composta por dez versões da mesa assinada por Arik Levy. Nesse modelo o designer usou dez cores diferentes.

Industrial | luminária náutica da loja Desmobilia, uma peça enferrujada e vintage, com as marcas originais de uso.

Da marca Frazier & Wing, os móbiles de papel multicolorido trazem alegria a qualquer ambiente.

Felt & Gravity Collection | coleção de móveis com estrutura de madeira e tiras de feltro. Uma criação de Amy Hunting.

Acampamento Urbano

Embora o mundo esteja cada vez mais globalizado, os povos do Ocidente e do Oriente ainda possuem muitas diferenças culturais e estéticas. Para o designer taiwanês Chieh-Ting Huang, um dos exemplos desse contraste são as lanternas, objetos que são interpretados de maneiras bem distintas pelas duas culturas, podendo ser leves e delicados, como os modelos japoneses de papel e bambu, ou pesados e elaborados, como os lampiões de ferro inventados na Inglaterra no século XVII.

A partir dessa contradição estilística, Huang desenvolveu uma coleção de luminárias chamada ‘Urban Camper’, com peças que buscam mostrar os dois lados da moeda e ainda homenagear o fogo e os avanços alcançados pela humanidade após dominá-lo. A série será apresentada ao público pela primeira vez no final do mês, em duas exposições em Londres.

Arte no horário de almoço

Praticamente todos os dias o ilustrador Guibo almoça no mesmo lugar, um pequeno café chamado Bar Cervantes, no México. Enquanto espera por seu prato, Guibo cria ilustrações divertidas no jogo americano de papel. Além da incrível habilidade de desenhar em apenas meia hora e com somente 3 ou 4 canetas, o cara ainda usa elementos que encontra na mesa para complementar as ilustrações, como garfos, latinhas e até pedaços de torrada. O projeto, que existe desde Março desse ano, se chama De la mesa al Mantel.

[vimeo http://vimeo.com/25081083 w=500]

Os incríveis cartazes de papel de Alan Amorim

Depois do sucesso da Sexta Inspirada! Arte com Papel, com certeza vocês vão adorar os cartazes que o jovem Alan Amorim criou para seu trabalho de conclusão em Design Gráfico na PUC do Paraná. O projeto foi batizado de ‘Kino’, que significa ‘Cinema’ em polonês, em homenagem aos cartazistas da Polônia que, durante o comunismo, faziam suas próprias versões dos pôsteres de filmes por não poderem veicular os originais dos EUA.

Cada cartaz possui uma paleta reduzida de cores, mas sempre em tons vibrantes, destacando as imagens principais. Todos foram incrivelmente feitos com colagens de papel cartão e colorplus, fotografados e digitalizados posteriormente. Confiram abaixo trechos extraídos do site oficial com a descrição de alguns dos pôsteres.

Milk | Ainda que o cartaz traga a figura estilizada de Harvey Milk, o que o designer põe em relevo, lançando mão de um mero contraste entre cores, são os dois pilares da vida do protagonista que delineiam o drama de Gus Van Sant: a política e a homossexualidade. A boca rosa dá ênfase à Milk como (porta-)voz da comunidade gay de São Francisco; o botton, largamente usado nas campanhas políticas norte-americanas, traz o símbolo mais reconhecido mundialmente do movimento pelos direitos gays: o triângulo rosa, datado anteriormente à Segunda Grande Guerra (“recordação” da homofobia nazista) e adotado como bandeira a partir dos anos 70, época em que se passa o filme.

Volver | Nessa releitura, o designer reduz a linhas gerais o pôster original de Volver, sem perder a identificação com o referente e a estética kitsh do cineasta. Acrescentando um elemento, a faca ensangüentada na mão de Raimunda — personagem destaque do longa, pela qual Penélope Cruz foi a primeira espanhola a ser indicada ao Oscar de melhor atriz –, acrescenta também uma camada de interesse pelo filme e, além de representar a cena memorável em que ela segura a arma com que sua filha matou o pai, brinca com o trágico em cores alegres, o que Almódovar faz com maestria em suas comédias.

Coraline | O mágico mundo paralelo que Coraline descobre atrás de uma portinha secreta em sua casa é convidativo e aterrorizante para o espectador desde o princípio; no entanto, para a menina, ele passa de um adjetivo a outro. Depois que a pequena receia em pagar o preço para viver para sempre na realidade alternativa que considera perfeita, sua “outra mãe” começa a usar de outros meios para persuadí-la a lhe dar seus olhos (e com eles sua alma) e Coraline começa a notar o que sentíamos que estava errado desde o começo. O designer escolhe representar o medo vivido pela protagonista, de ter os olhos substituídos por botões após cair na teia da “outra mãe”, que Neil Gaiman (autor do livro em que o filme foi baseado) descreve como uma criatura com características de aranha. A imagem do cartaz é o pesadelo de Coraline: a luva preta faz alusão à “mãe aranha” e as cores frias dão a atmosfera onírica e perturbadora da animação de Henry Selick.

Alice in Wonderland | Ainda que leve o título de apenas uma, o filme de Tim Burton mescla elementos das duas principais obras de Lewis Carrol, Alice in Wonderland e Through the Looking Glass, e gira em torno das irmãs Rainha de Copas e Rainha Branca, não de Alice. Desse modo, e tendo em vista a aplaudida caracterização da personagem de Helena Bonham Carter – filmada com uma câmera especial para aparecer com a cabeça gigante nas telas e cuja atuação no longa é marcante –, o designer customiza o vestido da Rainha de Copas, personagem do primeiro livro de Carrol, e a representa como uma peça do jogo de xadrez vivo em que Alice embarca no segundo livro do escritor. E, é claro, a estética fantástica do diretor não é deixada de lado na concepção do cartaz.

São 30 cartazes ao todo, um mais legal que o outro. Vale a pena checar o restante no site!

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