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POSTER DIY

É sempre bom dar um up nas paredes de casa com obras de arte. É claro que vale a pena investir em fotografias e pôsteres assinados, mas se der pra fazer isso sem gastar quase nada, melhor ainda! A stylist e blogueira Jenni Juurinen pôs a mão na massa e fez arte por si própria, e isso usando apenas papel, tesoura e cola. Misturando diversas cores de recortes, ela criou um divertido painel que lembra escamas de peixe multicoloridas. O melhor é que se você se cansar da “tela”, pode dar pra algum amigo ou simplesmente mandar pra reciclagem, sem peso na consciência.

Fotos via Scandinavian Deko

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SEXTA INSPIRADA! PAREDES

Toda casa tem paredes estratégicas que não podem ficar em branco, pode ser no hall de entrada, ao lado da mesa de refeições ou atrás do sofá. Em locais de destaque, elas clamam por um detalhe especial, uma composição de quadros, um revestimento bem diferente ou pelo menos uma pintura marcante. A seguir, várias sugestões bacanas pra fazer brotar a inspiração.

Atraente ao toque… e ao olhar

A casa da arquiteta e designer italiana Monica Armani é um reflexo de tudo aquilo em que acredita. A seu ver, os ambientes só se tornam atemporais quando preservam espaços em branco, vazios, mas sem deixar de passar uma sensação de aconchego, como todo bom lar, é claro. Talvez seja por isso que ela tenha escolhido um revestimento tão sensível pra cobrir algumas de suas paredes. Aplicado em diversas camadas, o feltro cinza transformou um espaço vazio sem graça em uma superfície gostosa de tocar.

Resgatando memórias

Acho que é seguro dizer que Marcelo Rosenbaum é o designer de interiores mais conhecido do Brasil. E não é só pela participação em um programa de televisão não. Seu talento e originalidade vão muito além disso, como também o compromisso de tornar o design mais acessível. Em seu próprio lar doce lar, Marcelo usou ideias irreverentes pra criar o clima perfeito pra sua família. No living, um desses detalhes inusitados: paredes de fulget preto que lembram a casa de sua avó.

Cor neles!

Quem é que não gosta de tijolinhos? Pessoalmente, eu adoro, mas acho que eles ficam beeem mais divertidos quando são pintados de preto, rosa, azul, roxo… Essa sala de jantar é uma prova de que nem sempre esse acabamento — ou falta de — precisa ter aquela cara rústica. Aqui ele aparece em versão contemporânea, mas ainda assim transmite aconchego.

Bloquinhos de madeira

Calma, calma… Não estamos falando daqueles bloquinhos de montar de criança – se bem que já vi um projeto assim em algum lugar. Bom, os blocos em questão são uma invenção divertida do escritório Wolveridge Architects, que não hesitou e acabou revestindo toda uma parede com acabamentos quadrados de madeira envelhecida. Instaladas sobre a lareira da sala de jantar, os toquinhos revelam um jeito atual de explorar o charme do rústico.

De bom tom

Ok, pintar uma das paredes de um cômodo de alguma cor forte não é nenhuma novidade. Mas, esse caso é diferente. Além de o tom escolhido ser um ousado laranja vibrante, a parte mais legal é que a pintura não se limita apenas à parede em si, mas também cobre os objetos e equipamentos que ficam presos a ela, camuflando até mesmo as coisas de maior volume, como o aquecedor.

High Low

O sofá da sala pode ser caro, de alguma marca internacional famosa como Moroso ou Ligne Roset, mas quem disse que o resto das peças não pode ser barato? Essa é a brincadeira do High Low. No projeto de pegada sustentável da arquiteta Juliana Traldi, o high são os itens do mobiliário, enquanto o low é o revestimento da parede. Não parece, mas ela está forrada de rolos de papelão, o que cria uma textura de tubos interessante e original.

Mural de referências

Já imaginou que as paredes podem também servir como enormes murais? Colar fotos direto sobre a pintura pode parecer loucura pra alguns, mas muita gente faz isso e adora o resultado. Lá nos países escandinavos, já até virou tendência pregar fotos, pôsteres e estampas gráficas direto com fita adesiva. Estampadas ou em cores neon, essas fitas acabam se tornando mais um charme da composição.

Fotos via Elle Decor It | Casa Claudia | Archdaily | Pinterest

NewspaperWood | Madeira de Papel?

Todo mundo já sabe que o papel é proveniente da madeira das árvores, certo? Mas, e se fosse possível inverter esse ciclo e gerar madeira usando apenas folhas de papel? Foi a partir dessa proposta desafiadora que Mieke Meijer concebeu um projeto acadêmico para seu curso na Design Academy Eindhoven, nos Países Baixos.

Como qualquer outro estudante, Mieke foi obrigado a lidar com a falta de capital e recursos para colocar suas ideias em pratica, por isso recorreu à boa e velha improvisação: colou inúmeras folhas de jornais velhos umas sobre as outras, compondo diversas camadas espessas até chegar a um bloco maciço e rígido, como uma peça de madeira aglomerada. Após ganhar uma bela nota pelo trabalho, o jovem designer deixou sua criação de lado durante quatro anos, até que em 2007 seu caminho se cruzou com o de Arjan van Raadshooven e Anieke Branderhorst, a dupla criativa por trás do estúdio holandês Vij5, conhecido por incentivar novos talentos e conceitos.

Muitas reuniões, estudos e brainstormings depois, o trio finalmente conseguiu viabilizar a produção do material, batizado de NewspaperWood. Apesar da aparência que lembra veios e troncos de madeira, o NewspaperWood não é um substituto equivalente em resistência e maleabilidade, mas, de qualquer maneira, é uma nova forma de reciclagem e também pode ser usado no desenvolvimento de móveis, objetos e quem sabe até como revestimento.

Para o lançamento oficial, que aconteceu durante a Semana do Móvel de Milão desse ano, o estúdio Vij5 convidou outros profissionais da área a explorar os limites da ‘madeira de papel’, em uma experiência que resultou em peças únicas e inovadoras.

Fotos via Yatzer

Cadeiras reaproveitadas

Lá estavam as cadeiras órfãs, velhas e desacreditadas, prontas para o fim. Até que sua sorte mudou quando foram descobertas pelo estúdio americano 31 & Change. Os designers notaram o potencial dos móveis de estilos variados e decidiram uni-los de três em três para criar um banco único e bem diferente. A coleção se chama The Greene Ave. e propõe o resgate de peças que iriam para o lixo cedo demais.

Luxo Popular | Coleção Cheap Ass Elites

Com a coleção Cheap Ass Elites, o jovem estudante de design, Saran Yen, propõe de forma criativa uma reflexão sobre o que é luxo e o que é popular dentro da sociedade e do design. A sacada foi usar materiais baratos e banalizados, como as tradicionais cestas de plástico de supermercados, e transformá-los em móveis de estilo, do tipo que é vendido a preços absurdos nas lojas de design. As peças representam um ideal utópico de fundir classes privilegiadas e classes inferiorizadas.

Sexta Inspirada! Paletes

Nessa Sexta Inspirada! vamos falar sobre paletes. Muita gente pode pensar que não sabe o que é isso, mas com certeza já viram eles por aí. Os paletes são aquelas bases de madeira usadas para transportar cargas em portos e mercadões como o Ceagesp, em São Paulo. Acontece que o material normalmente é descartado, gerando lixo e além de tudo desperdiçando a madeira. Vejam abaixo algumas sugestões de como usá-los na decoração.

1. Nos dormitórios, os paletes podem ser usados de duas maneiras simples e inspiradoras. Eles servem como uma base original para colchões, e se pintados em cores fortes se transformam em um charmoso ponto de destaque no ambiente. E que tal usá-los em uma cabeceira rústica? Também é uma boa maneira de inovar reciclando. O melhor é que é barato e fácil de fazer.

2. Quem sonha em ter um jardim vertical em casa, mas sabe que essa não é uma solução muito barata, pode resolver o problema com os paletes. Sacuda a preguiça e entre no espírito DIY! Bastam alguns pregos e um pouco de boa vontade para ter sua própria parede verde ou horta caseira.

3. Criado em 2009 pelo estúdio canadense BCK Design, o pufe Pallet Ottoman também possui base de paletes, que nesse caso foram pintados de branco. O assento de espuma é fixado na base através de fitas de cetim coloridas, criando um detalhe a mais na peça.

4. No Brasil, um dos profissionais engajados com o reaproveitamento de paletes é o arquiteto e designer Maurício Arruda. Desde o ano passado, ele e sua equipe firmaram uma parceria com o Studiomama, de Londres, para trazer o Pallet Project para terras brasileiras. Esse projeto estimula o reúso do material na fabricação de móveis e luminárias divulgando no site oficial o passo a passo para quem quiser construir as peças, assinadas por Nina Tolstrup, líder do estúdio londrino.

5. Já os holandeses do Most Architecture decidiram usar paletes em praticamente todo o escritório temporário que projetaram para a agência de publicidade BrandBase. As bancadas de trabalho, a mesa de reuniões, parte do piso e até mesmo a escada foram construídos com paletes reaproveitados. Incrível!

6. Uma alternativa para criar um sofá grande e barato é usar os paletes como base, como acontece nesse loft, onde eles servem de apoio para futons e muitas almofadas. O sofá baixo valoriza o pé-direito duplo e as enormes janelas. Repare que a mesa lateral também é de paletes, que ganharam rodízios e tampo de vidro para os objetos não caírem entre as ripas de madeira.

Design e Artesanato em NY

Da parceria entre o designer Stephen Burks e artesãos vindos do Senegal, nascem objetos, luminárias e móveis, todos feitos de materiais naturais ou reciclados. Stephen alia seu traço original e seu olhar apurado aos conhecimentos e tradições desses artistas, buscando restabelecer o status dos produtos feitos à mão em uma época em que peças obsoletas são produzidas em massa.

Mas o mundo moderno nem sempre prejudica o artesanato. Graças à globalização, costumes regionais e técnicas de fabricação migram por aí junto com artesãos que viajam pelo Mundo, atingindo pessoas de muitas culturas diferentes. Sem a globalização, o próprio designer não conseguiria manter projetos com trabalhadores do Peru, da Índia e da África do Sul, além dos senegaleses.

O museu nova-iorquino Studio Museum in Harlem, focado em arte africana e negra, está exibindo o trabalho de Stephen na exposição individual Man Made, que se estende até Junho. Durante a mostra, as galerias serão transformadas em ateliês, onde o público pode ver a confecção das peças ao vivo.

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