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CASA BARATA {OU QUASE}

Construir uma casa do zero custa caro. Bem caro. Sabendo disso, o arquiteto neozelandês Davor Popadich nem considerava a possibilidade de comprar um terreno vazio e erguer um lar para ele e sua esposa, que dirige uma pequena empresa de importação de móveis. O intuito então era encontrar algum imóvel em bom estado e que coubesse no orçamento. Mas eis que, de repente, o destino deu um jeitinho de mudar essa história.

Depois de duas tentativas frustradas de compra, eles se depararam com uma oportunidade imperdível e por impulso acabaram fazendo uma oferta por um pequeno lote na costa de Auckland, na Austrália. Nem preciso dizer que a oferta foi aceita, né?

O problema foi que a verba do arquiteto, que já não era das maiores, foi reduzida a apenas $187,000 dólares neozelandeses. Nesse momento, ele se perguntou se seria capaz de planejar uma casa inteira com apenas essa quantia. Porque em uma obra de grande porte, o dinheiro vai embora rapidinho.

Inspirado pelo entorno da costa, Davor baseou o conceito do projeto nos galpões usados para guardar barcos e lanchas, que são bem comuns na região. A proposta mostrou-se bem mais econômica do que as residências convencionais, mas ainda assim ele teve que ceder, substituindo acabamentos e abortando ideias até chegar a um valor praticável.

Enquanto ele dedicava boa parte de seu tempo livre desenhando cada precioso detalhe da arquitetura, sua esposa Abbe estava focada em deixar os interiores confortáveis e práticos, realmente de acordo com a rotina da família. Segundo ela, esse processo a fez pensar no que eles esperam da vida juntos e em como seria sua relação com essa casa. Cobrindo praticamente todas as paredes, o compensado naval é mais uma solução econômica, e reveste também os sofás embutidos do living, dispensando o gasto com móveis caros.

Fotos via Dwell

TOP 5 | LADRILHOS HIDRÁULICOS

Quem resiste a um lindo piso, parede ou painel coberto por ladrilhos coloridos e estampados? Herança européia, esses revestimentos surgidos no século XIX estão mais atuais do que nunca! Veja 5 opções de como usá-los na decoração e vá garimpar os seus.

{ Nunca esqueço do dia em que estava num restaurante com meu pai e ele me explicou direitinho como os ladrilhos hidráulicos eram feitos e como o trabalho era delicado e artesanal… Desde então, sou apaixonada por eles. }

# 1 No home office da casa projetada pelo escritório ASKarchitects na Grécia, o piso ganhou um desenho floral em tons de cinza e branco. Os móveis e objetos contemporâneos quebram o ar tradicional da composição.

# 2 Esse pequeno nicho na parede da cozinha não teria nem metade do charme se não fosse pelo acabamento de ladrilhos. Ao invés de armário, prateleiras sem portas para revelar o fundo delicado em rosa, vermelho e preto.

# 3 Já na cozinha decorada pela dupla do estúdio Arquitetura Paralela, o piso com detalhes geométricos é o grande chamariz do ambiente. Por conta da ausência de armários sob a pia, a estampa fica ainda mais visível.

# 4 A casa reformada pelo designer Francisco Cálio no litoral paulista guarda muitas histórias. Algumas delas ficam expostas nos pisos, que revelam misturas de ladrilhos de épocas e estilos diferentes. Quase como um registro histórico particular.

# 5 Feitos à mão, os ladrilhos da marca Marrakech Design são assinados por grandes designers, como os arquitetos suecos do Claesson Koivisto Rune. O modelo abaixo é da linha Stone.

Fotos via Yatzer | Pinterest | Casa de Valentina | Evelyn Muller | The Bohmerian

CASA MULTICOLORIDA

Após muitos anos vivendo na movimentada e um tanto quanto estressante Estocolmo, um casal decidiu correr atrás do sonho de morar no interior. O lugar escolhido foi Saltsjöbaden, um vilarejo banhado pelo mar Báltico. Cercados pela natureza praticamente intocada, eles descobriram uma maneira de transportar toda aquela beleza para dentro da casa. Assim, o mar virou piso e o céu ocupou as paredes, tingindo de azul essa nova fase de suas vidas.

Como diz o ditado, há males que vêm para bem. Durante quase um ano, a família, que inclui quatro filhos pequenos, penou para encontrar o imóvel ideal, aconchegante e na medida certa. Porém, quando estava quase tudo certo para a mudança, os proprietários da ex-futura casa desistiram da venda. A decepção foi total. Mas, pensando pelo lado bom, se esse primeiro acordo tivesse dado certo, eles jamais teriam descoberto o tesouro onde vivem.

A simpática construção dos anos 40 agora parece um refúgio perfeito, mas quando o casal a adquiriu, a estrutura necessitava de intensos reparos, algo que não estava previsto no orçamento. A reforma que era para durar umas três semanas demorou seis meses pra ser concluída. Tendo que viver de aluguel por todo esse tempo, a família viu suas economias irem embora rapidamente. Tanto que agora eles brincam que não sobrou dinheiro nem mesmo para comprar as portas internas.

Ufa! Depois de tanto sufoco, Daniel Heckscher, marido e também designer de interiores, e Jessica Folcker, famosa cantora do país, puderam finalmente decorar sua nova morada. Repletos de cores vivas e misturas ousadas, os espaços foram inspirados na obra de Frida Kahlo e sua alma artística provocativa e envolvente. Com gostos e preferências bem diferentes, os dois geram um atrito criativo que traz ainda mais personalidade ao projeto.

Fotos via Residence Magazine

JOIA ESCANDINAVA

Quando a designer de joias Stine A. Johansen se deparou com o desafio de decorar o próprio apartamento, a criatividade e o senso estético pareceram extrapolar os limites de seus esboços e croquis e invadir todos os espaços. Sem fugir da fórmula bem-sucedida dos projetos escandinavos, onde o branco costuma cobrir a maior parte das superfícies, a moradora decidiu apimentar essa história com obras de arte coloridas em todos os cômodos. Das telas, os tons suaves e femininos pulam para os acessórios e objetos, como a roupa de cama da suíte.

Os móveis compõem uma mistura de velho e novo, peças garimpadas e grandes clássicos do design. Para Stine, é tudo uma troca de criações: os detalhes de seu lar a inspiram a desenhar novas jóias, enquanto essas a inspiram em novas combinações para a casa. Até mesmo a pintura dos quadros foi ela quem fez, explorando formas e cores que não se encaixavam em seus acessórios assinados. Mas a parte mais bacana dessa composição é que todo o clima do apê pode ser facilmente transformado, basta trocar os quadros!

Fotos via Interiormagasinet

SEXTA INSPIRADA! PÉ-DIREITO DUPLO

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Todo mundo gosta de pé-direito alto, certo? Mas não é todo mundo que sabe como aproveitar esses privilégios arquitetônicos – afinal, são pra poucos. Selecionamos alguns projetos super bacanas com propostas ousadas e estilosas para ambientes com o teto nas alturas. Confira!

A beleza da simetria

O arquiteto Roberto Migotto dispensa apresentações. Todo mundo já sabe que ele é sofisticado até o último fio de cabelo e seu bom gosto é inquestionável. Mais um exemplo desse talento sem igual é essa residência com living amplo e integrado, onde cada detalhe reflete o cuidado de Roberto em criar espaços atraentes e impactantes. Confortáveis, os móveis ganharam acabamentos em tons neutros, que variam entre marrons e brancos.

 Iluminação em foco

Instalada em uma construção secular, mais precisamente o Palacete Lineu de Paula Machado, a Casa Cor RJ de 2011 foi marcada pela mistura da arquitetura do século XIX com a decoração contemporânea. Um dos grandes destaques do evento foi o living concebido por Gisele Taranto, onde esse mix de épocas também se fez presente. Para valorizar o pé-direito generoso, a arquiteta bolou uma criativa instalação de luminárias pendentes.

Banco criativo

De frente para o mar, um enorme prédio na cidade de Elsinore, na Dinamarca, um dia já foi um galpão destinado à construção naval. Felizmente, o governo e os arquitetos do estúdio AART conseguiram dar uma utilidade bem mais nobre à estrutura, transformando-a no centro cultural The Culture Yard. Um dos corredores, repleto de luz natural que entra pela fachada de vidro, ganhou um banco alto com formas geométricas, valorizando o pé-direito.

Ladeado pelo jardim

Enormes panos de vidro nas duas laterais fazem com que esse ambiente pareça estar no meio do jardim. E a ideia do arquiteto Marco Aurélio Viterbo era mesmo essa, criar um living onde a integração visual com a área externa da casa fosse constante. Para compor a decoração sofisticada e atemporal, foram selecionadas peças de desenho contemporâneo e revestimentos em cores neutras, garantindo que o tom que predomina seja o verde lá fora. { Conheça o projeto completo no Casa de Valentina }.

Escada estratégica

Em alguns espaços, o pé-direito duplo precisa ser aproveitado ao máximo, seja para expor grandes coleções ou até mesmo para a instalação de armários até o alto, multiplicando os cantinhos pra esconder louças ou livros. O porém é que assim tudo o que está guardado fica literalmente inalcançável. É nessas horas que entra em cena uma escada esperta com rodinhas na base e pronto! Problema resolvido.


A estante é a protagonista

Saber aproveitar cômodos com tetos altíssimos não é tarefa fácil. Por isso, assim que se deparou com o pé-direito de 5 metros da sala, a jovem dona desse apartamento em um bairro nobre de São Paulo logo recorreu à ajuda da arquiteta Paula Magnani. A proposta da profissional foi usar uma enorme estante branca como divisória entre o living e o home office, que fica logo ao lado. Alternados e de tamanhos diferentes, os nichos abertos e fechados dão movimento à peça de marcenaria.

Um hotel descontraído

Cores fortes como azul, verde e vermelho são elementos constantes no décor do hotel Hi em Nice, no litoral da França. A proposta desse hotel é diferente da dos outros. Nele não te fazem sentir em casa, e também não fazem sentir-se como um convidado de luxo. Lá no Hi a ideia é favorecer a convivência, a troca de experiências e as novas descobertas. Talvez seja por isso que os espaços sociais sejam tão interessantes. O projeto é de Matali Crasset.

Fotos via Folha Vitoria | Loveisspeed | Dezeen | Casa de Valentina | Pinterest | Casa Claudia | Abcsalles

UMA CASA NA MONTANHA

Aos pés das montanhas da cidade de Vals, na Suíça, praticamente incrustada em um pequeno morro, uma cabana de 160 m² mescla-se à paisagem repleta de neve. Para os arquitetos Bjarne Mastenbroek e Christian Müller, projetar uma casa camuflada e que não agredisse a natureza era exatamente o objetivo. Além disso, a construção em formato côncavo deveria ser o mais sustentável possível, principalmente em relação ao aquecimento, item indispensável nos imóveis de uma região tão gelada.

O acesso ao interior da cabana é feito por um túnel subterrâneo com clarabóias ou pelo terraço. Tanto na sala quanto nos dormitórios, localizados no piso superior, recortes de vidro na fachada permitem a entrada de luz natural na maior parte do dia, o que favorece a economia de energia. Já a calefação é feita com o uso de combustíveis não fósseis, através da lareira e aquecedores menores.

Fotos via Interiormagasinet

SEXTA INSPIRADA! PISCINAS II

Quem aí gosta de piscina levanta a mão! Nesse querido país tropical, — que ultimamente anda mesmo parecendo uma rainforest —  o xodó pelas piscinas é unanimidade, certo? Então decidi falar um pouquinho sobre elas. Quem sabe assim o sol não se inspira e sai da toca? Conheça sete modelos bacanas que vão te deixar com saudades das férias.

Por todos os lados

Na ensolarada ilha Hamilton, na Austrália, casas de veraneio são tão comuns quanto as praias cheias de turistas. E, como em todo retiro de férias que se preze, a única coisa que não podia faltar nesse projeto era uma piscina. Pensando nisso, o arquiteto italiano Renato D’Ettorre fez questão de planejar uma opção sem igual, que não só cerca parte da construção, como também pode ser vista e acessada de vários cômodos diferentes, incluindo o living. O filme tá chato? Bora ali dar um pulinho?

Sobre a cidade

Por mais improvável que possa parecer, o spa Thermalbad & Spa Zurich, na Suíça, já foi um dia uma tradicional cervejaria da capital. São diversas piscinas, salas de relaxamento e centros de massagem espalhados pelos andares da antiga fábrica, mas o grande destaque fica para a cobertura. Com uma estonteante vista para a cidade, é lá que os hóspedes podem desfrutar de uma experiência única na piscina aquecida. Só é preciso tomar cuidado com um possível choque térmico.

Fogo e água

Depois que seu marido e companheiro de trabalho faleceu, a arquiteta Benedetta Tagliabue decidiu se empenhar no restauro de uma construção do século 18 no centro de Barcelona, cidade adorada pelo casal e berço de ótimas lembranças. Um dos muitos aposentos dessa residência é a sala da piscina, com teto abobadado e acabamentos em tons terrosos que destacam o verde claro das águas. Sobre a parte central da piscina, uma lareira suspensa na parede fornece aquecimento e garante que o ambiente seja aproveitado até mesmo nas estações mais frias.

Perto do céu

Erguida na beirada do declive sobre o qual essa residência foi construída, essa piscina realmente fica perto do céu. E não apenas no sentido literal. Quem vai dizer que não seria uma experiência quase divina se deparar com essas águas azuis em um dia de muito calor? Dá pra se imaginar nadando e nadando durante horas a fio, apenas curtindo a paisagem e a imensidão azul acima — e abaixo.

Dentro ou fora?

Quem está no living dessa casa idealizada pelo estúdio Realarchitektur, pode refrescar o olhar com a piscina retangular instalada logo ao lado do espaço. Como divisória, esquadrias de vidro vão do piso ao teto, explorando o pé-direito duplo. A laje de concreto sobre a área social continua depois da parede envidraçada e também protege a piscina e o deck de madeira. A chuva não atrapalha essa festa.

Lounge entre as águas

Foi ali, logo em frente à entrada da área social, na fachada dos fundos da casa de campo, que a arquiteta Deborah Roig decidiu construir uma piscina de 61 m². Nada mal hein? O revestimento claro é de pedra polida, que nos limites formam uma borda infinita. Cercado pela água, um pequeno lounge com bancos de alvenaria permite que as pessoas “entrem” na piscina sem se molhar. Perfeito pra tomar uns bons drinks sem descer do salto.

O paraíso é aqui

Essa última imagem vai parecer maldade, eu sei. Mas, como sonhar (ainda) é de graça, não custa nada torcer pra um dia estar aí, nessa nada simplória piscina, em um mergulho com direito a vista para as famosas montanhas da impressionante ilha Santa Lúcia, ali no mar turquesa do Caribe. Se os dicionários viessem munidos de fotos, essa cena poderia facilmente ilustrar o significado de paradisíaco.

E acho que colírio pros olhos nunca é demais né? Relembre nossa antiga matéria com outras tantas piscinas inspiradoras. É só clicar na foto!

Fotos via Casa Claudia | Knstrct | Dwell | Elle Decor | Pinterest | Casa de Valentina

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